A madrugada desta quarta-feira (9) foi marcada por mais um capítulo trágico nas estatísticas da violência em Paranaguá, no litoral do Paraná. Um homem em situação de rua foi encontrado morto, com sinais evidentes de brutalidade, em meio a entulhos na Rua Amilton Prudêncio da Silva, na região conhecida como Serraria do Rocha.
O corpo estava jogado entre restos de madeira, em uma área frequentemente usada como depósito irregular de lixo e marcada pela presença de usuários de drogas e pessoas em situação extrema de vulnerabilidade social.
Segundo a Guarda Civil Municipal, que fazia patrulhamento de rotina na região, a vítima foi localizada deitada de costas, com várias perfurações por arma branca no rosto, pescoço, cintura e antebraço esquerdo. O local foi imediatamente isolado até a chegada da Polícia Científica, que realizou a perícia técnica.
Apesar de não portar documentos, moradores informaram que o homem era conhecido como “Paulo”. Ele teria entre 45 e 50 anos e vivia sozinho na área, abrigado por uma barraca de camping improvisada. Até o momento, sua identidade oficial não foi confirmada.
A Polícia Militar não descarta a possibilidade de que o crime tenha ocorrido em outro local e que o corpo tenha sido deixado posteriormente na região. O caso está sendo investigado como homicídio, mas ainda não há suspeitos identificados.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames detalhados que poderão contribuir com a investigação.
Com essa morte, Paranaguá atinge a marca de 12 homicídios registrados apenas em 2025. Em todo o litoral do Paraná, já são 21 casos neste ano, um número que acende um alerta para o avanço da violência em áreas urbanas e periféricas.
A brutalidade do assassinato de Paulo evidencia uma realidade muitas vezes invisível: a violência contra pessoas em situação de rua, que enfrentam a ausência de políticas públicas, proteção e visibilidade — e agora, também a crescente ameaça da violência fatal.
