A baleia franca, um mamífero marinho do gênero Eubalaena, é composta por três espécies diferenciadas por sua localização. As espécies Eubalaena glacialis e Eubalaena japonica, conhecidas como baleias francas do Atlântico Norte e Pacífico, habitam o hemisfério norte. Enquanto a espécie Eubalaena australis, ou baleia franca austral, vive no hemisfério sul, sendo a mais conhecida, com cerca de 7 mil exemplares.
Essas baleias de grande porte podem chegar a medir 17 metros, têm corpo negro e arredondado com manchas brancas no ventre. Sua camada de gordura regula a temperatura. Com cabeça ocupando um quarto do corpo, possuem boca curvada com cerca de 250 pares de cerdas de barbatana para filtrar o alimento, obtido ao nadar de boca aberta.

As calosidades na cabeça são distintivas, formando estruturas naturais que se endurecem com o tempo, permitindo a identificação individual. Elas carregam crustáceos, chamados “piolhos de baleia”, sem prejudicá-las.
O sexo é difícil de determinar, exceto quando observam-se fêmeas com filhotes em áreas de reprodução. O habitat varia entre climas tropicais para acasalamento e migração para polos no verão para alimentação.
As áreas de reprodução têm águas rasas e calmas, para se protegerem contra predadores, como outras espécies de baleia e tubarões. Anualmente, migram de águas geladas, perto da Ilha da Geórgia do Sul e Península Antártica, ao litoral brasileiro, percorrendo 3 mil quilômetros.
Durante a temporada reprodutiva (julho a novembro), são vistas no litoral de Santa Catarina e do Paraná, mais raramente, como ocorreu nessa terça-feira (15) em Pontal do Paraná. O Instituto Australis, pelo Projeto Baleia Franca, monitora-as, lembrando que a caça quase as extinguiu em Santa Catarina até 1973. Curiosidades incluem nascimentos albinos e a ausência de alimentação durante o período de reprodução, similar à hibernação de ursos polares, com a diferença de que as baleias não dormem e os ursos sim.
Fonte: Toda Matéria
